segunda-feira, dezembro 1

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queria eu poder dizer que todos os amores são eternos
que os suicidas são só homens que tropeçam nas pedras
que o sentido não está no presente mas sim no caminho a seguir
e que os lamentos são uma breve e passageira falta de sentir.

conte pra mim apenas mentiras:
a doce ilusão de um dia fugir;
a crença de proibido possível;
a fé no fruto do conhecimento consentido.

queria eu acreditar nas promessas que te faço
que aos poucos o tempo faz eternas as verdades que minto

por que o que eu queria era um alguém pra dividir poesia
que estremecesse a cada balbuciar fantasiado
acreditasse firmemente no incrível
e ainda por cima tivesse fé no impossível ideal.

do poeta que morre

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