segunda-feira, julho 29

Feito lama.

Enquanto a cabeça vai distante
a maldição que nos recai soa longe.
Espera quieta, na esquina, e pega.
Assim que vira na avenida.

Desvaira em fuga e por fim
a maldição que nos recai resiste.
Agarra no pé, com força, e puxa.
Põe trôpego o velho equilibrista.

E entre as loucuras das paixões
a desgraça antiga se esconde.
Disfarça-se, velha, e engana
Na forma de uma jovem filha.

Feito lama.

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