sexta-feira, novembro 16

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E por fim, ao virar a última página do livro, os olhos mareados não criam no que viam. O branco, o vazio sem letras da estória que acabara de se encerrar ameaçava e expandia-se em um grande vácuo. Nenhum livro acaba assim. Mesmo os mais incrédulos dos personagens tem seu trajeto justificado em seus heroísmos. Não é justo que acabe assim. Maldito seja Aristóteles e maldita seja sua tragédia que nunca reproduziu mais do que criou os caminhos tortos que seguimos. O vazio grita um silêncio. A Culpa é Sua.

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